terça-feira, 31 de março de 2009

O Escritor

A folha, ainda vazia. Cada vez menos, mas ainda com todas possibilidades.

Em meio à fumaça do cigarro que já queimava o filtro, a angústia pelo incompleto.

Medo por não completá-la.

Pensava na hora, no dia, em tempos, nos tempos.

Naqueles de onde poderia resgatar qualquer vida já perdida.

Já quase completa.

Sabia do isqueiro sempre ao lado e ficava tranquilo.

Ainda mais agora.

Completa.

segunda-feira, 30 de março de 2009

1+1=1

era apenas um
somente só
sob o sol

agora um e um
um e uma
são o sol

quinta-feira, 26 de março de 2009

Come on, come on...

Cercado por 30 mil pessoas. Horas e horas em pé, sem comer, beber, nem nada. Um show já perfeito. Era o segundo bis quando, depois de House of Cards, a luz se apaga de novo. Fim de tudo. Triste. Não, mais triste ainda. No piano, Thom Yorke chama: "Come on, come on..."



Come on, Come on
You think you drive me crazy, well

Come on, Come on
You and whose army
You and your cronies

Come on, Come on
Holy Roman empire

Come on if you think
Come on if you think
You can take us all
You can take us all

You and whose army
You and your cronies

You forget so easy
We ride tonight
We ride tonight
Ghost horses
Ghost horses

We ride tonight
We ride tonight
Ghost horses
Ghost horses
Ghost horses

Viagem

Mais um trecho de um texto, do mesmo deste aí de baixo. Acho que vai virar um livro. Quem sabe!

O chão estava molhado, mas as possas já estavam paradas. O cheiro do mar se intrometia revelando algo inesperado, misterioso. Em um suspiro com olhos fechados, os passos de milhões de pessoas vinham aos ouvidos. Sirenes de todos os navios, o tilintar de caixas, cargas, inúmeras, todas. Um turbilhão de um mundo limite que está pronto a mostrar outro totalmente novo. A sensação de algumas doses de álcool deixava eufórico o inesperado. Mais meio suspiro. Olhos abertos.